Sempre que digo algo, me engano,
e às vezes até penso
haver algúm sentido,
um porto
um norte
um rumo
um destino
mas a cada passo confirmo
na noite a prevalência
de um silencio irrestrito:
no vácuo das vozes e dos risos
lá no fundo espera,
paciente,
a longa demora do infinito.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
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